Tronco Comum
Metodologias de Investigação Aplicada
Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino
O1 – Conhecer as características fundamentais dos processos de investigação informática e multimédia.
O2 – Compreender e articular as etapas do procedimento científico.
O3 – Adquirir competências implicadas no processo de investigação.
O4 – Desenvolver conhecimentos, aptidões e atitudes de investigação que facilitem a apreciação e construção de trabalhos e projetos científicos.
O5 – Utilizar criticamente diferentes técnicas (de recolha, tratamento e análise de dados) tendo em vista os objetivos da investigação.
O6- Apresentar e argumentar de forma crítica e fundamentada, os resultados obtidos e suas implicações no desenvolvimento científico.
Ramo
Tronco Comum
Área Científica
Ciências Informáticas
Ano/Semestre
2º / 2º
Carácter
Obrigatório
Horas Totais
168h
Teórico/Prático
42h
Conteúdo programático
1. A Investigação aplicada:
1.1. Características gerais;
1.2. A investigação como processo sistemático de inquirição.
2. Da seleção do tema à definição dos objetivos da investigação:
2.1. Identificação de temas/áreas de investigação; formulação de problemas;
2.2. Formulação de perguntas de investigação, hipóteses e/ou objetivos do estudo.
3. A fundamentação teórica:
3.1. A revisão de literatura – identificação e tratamento das fontes;
3.2. Formatos para a apresentação da revisão de literatura – processos de referência e citação.
4. Paradigmas e desenhos de investigação:
4.1. Métodos quantitativos e qualitativos: características gerais e correspondentes desenhos de investigação.
5. Procedimentos de investigação:
5.1. Definição de variáveis; seleção de amostras; técnicas de recolha de dados; construção de instrumentos de recolha de dados.
6. Tratamento dos dados de investigação:
6.1. Métodos e técnicas de análise e tratamento de dados. Formatos para a sua apresentação.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular
É essencial que o investigador baseie o seu trabalho em informação atualizada, teorias recentes aplicadas em contextos tecnológicos e resultados experimentais, compreendendo o ponto de partida de uma investigação (identificação de um problema). A delimitação do campo de trabalho e definição de objetivos são cruciais, necessitando de uma pesquisa bibliográfica que:
a. informe sobre trabalhos anteriores na área;
b. promova reflexão sobre necessidades/dificuldades da área;
c. fundamente teoricamente o tema.
Como o caminho da investigação não pode ser definido “à partida”, o investigador deve adquirir competências para avançar ou reformular o plano inicial, tornando-se relevante conhecer paradigmas, desenhos e procedimentos de investigação. Após recolher a informação necessária, é imperativo dominar formas de análise, culminando em conclusões que respondam à pergunta inicial do processo investigativo.
Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico
As sessões serão organizadas de forma a fomentar a participação dos alunos em tarefas de natureza vária (discussão de conteúdos apresentados pelo docente e/ou pelos estudantes, resolução de problemas, realização de exercícios) que enquadrarão a abordagem dos diferentes conteúdos do programa. O estudante deverá ter um papel ativo e central sobre o seu processo de aprendizagem, nesse sentido será estimulado a intervir e participar de forma crítica e sustentada. De sublinhar que esta unidade curricular tem uma componente significativa de acompanhamento ao estudante durante o desenvolvimento do seu projeto/dissertação.
Avaliação
A avaliação contínua terá em conta: – O desenvolvimento do capítulo de metodologias da dissertação/projeto. – O desenvolvimento do capítulo do enquadramento teórico da dissertação/projeto.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular
Será solicitado aos mestrandos que tenham como ponto de partida as suas dificuldades, ou receios, com o intuito de essas mesmas dificuldades poderem servir de “ponto de partida” para as suas próprias investigações. A utilização de diferentes fontes de pesquisa tem como finalidade dotar os estudantes de ferramentas que conduzam, tanto à sua autonomia pedagógica, como à consciencialização da riqueza de um trabalho colaborativo, partindo, por exemplo, de reflexões conjuntas. Além disso, crê-se, ainda, que a possibilidade de abordagens diferentes das tradicionais contribuem para ir ao encontro das diferentes necessidades/facilidades de cada aluno, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada um, quer no que respeita ao conhecimento de características dos processos de investigação em educação, quer no que concerne à aquisição de competências que lhe são inerentes. Consolidadas estas vertentes, a elaboração de projetos será efetuada de forma mais profícua e estruturada, permitindo “caminhar” e alterar percursos e metodologias que nem sempre levam, de imediato, à resposta pretendida.
Bibliografia
Bogdan, R. & Biklen, S. (1994) Investigação Qualitativa em Educação. Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto Editora.
Carmo, H., & Ferreira, M. M. (1998). Metodologia da Investigação – Guia para Auto-aprendizagem. Universidade Aberta.
Coutinho, C., & Chaves, J. (2001). Desafios à Investigação em TIC na educação: As metodologias de desenvolvimento”. II Conferência Internacional Challenges, Braga.
Coutinho, C. P. (2011). Metodologia de investigação em ciências humanas e sociais: Teoria e prática. Almedina.
De Ketele, J. & Roegiers, X. (1999). Metodologia da Recolha de Dados: fundamentos dos métodos de observações, de questionários, de entrevistas, e de estudo de documentos. I. Piaget.
Fortin, M.-F., Côté, J., & Filion, F. (2009). Fundamentos e etapas do processo de investigação (N. Salgueiro, Trans.). Loures: Lusodidacta.
Gibbs, G. (2009). Análise de Dados Qualitativos. Porto Alegre: Artmed. Pardal, L., & Lopes, E. S. (2011). Métodos e técnicas de investigação social. Areal Editores


